O comércio varejista de Santa Catarina iniciou 2026 com desempenho acima da média brasileira e consolidou o estado entre os destaques da economia nacional. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira mostram que o volume de vendas no setor cresceu 4,4% no primeiro trimestre do ano, resultado que supera em quase o dobro a média nacional, de 2,4% no mesmo período.
O desempenho reforça a força da economia catarinense, mesmo em um cenário nacional marcado por juros elevados e maior endividamento das famílias.
Segundo o Governo de Santa Catarina, o resultado reflete um ambiente favorável aos negócios, aliado a políticas públicas voltadas ao empreendedorismo, à competitividade e à geração de empregos.
O governador Jorginho Mello destacou que o crescimento confirma a força e a diversificação do setor no estado.
“Esses números mostram que Santa Catarina está no caminho certo. Nosso comércio varejista é forte, diversificado e gera emprego de qualidade. O Estado é parceiro, incentiva o crescimento, aposta no trabalhador. Continuaremos investindo, reduzindo a burocracia e garantindo segurança jurídica para um crescimento cada vez mais forte”, afirmou.
SEGMENTOS ESTRATÉGICOS LIDERAM CRESCIMENTO
Entre os destaques do trimestre, alguns segmentos apresentaram expansão expressiva no mercado catarinense.
A venda de materiais para escritório liderou o crescimento, com alta de 48,7%.
Já os setores de supermercados e hipermercados registraram crescimento de 6,3%, enquanto o segmento de farmácias, cosméticos e perfumaria avançou 3,5%.
O mesmo percentual foi registrado na comercialização de combustíveis e lubrificantes, reforçando a diversificação do desempenho do varejo estadual.
CONSUMIDOR SEGUE COM CAPACIDADE DE COMPRA
O secretário adjunto da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos), Edgard Usuy, destacou a importância da capilaridade do comércio catarinense e o papel das pequenas e médias empresas no resultado.
Segundo ele, o desempenho acima da média nacional está ligado à competitividade do ambiente de negócios e ao fortalecimento da renda das famílias.
“O desempenho acima da média nacional não é coincidência. Temos um ecossistema de negócios que apoia a inovação, a formalização e a competitividade. O crescimento no setor de supermercados, por exemplo, reflete o aumento da renda, que está 15% acima da média nacional, além da menor taxa de desemprego do país”, afirmou.
Mesmo com sinais de desaceleração econômica em nível nacional, os indicadores de consumo seguem positivos em Santa Catarina.
O Índice de Consumo das Famílias (ICF), medido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio/SC), ficou em 109,7 pontos em março, permanecendo acima da linha de equilíbrio da escala, que vai de 0 a 200.
O indicador mostra que, apesar de uma postura mais cautelosa na compra de bens duráveis, o consumidor catarinense segue empregado, com renda e capacidade de consumo, sustentando o ritmo positivo do varejo estadual.






