O mercado formal de trabalho do Brasil registrou saldo positivo de 58.568 vagas em julho de 2026, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos. Os dados do Novo Caged foram apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com o indicador mensal, o estoque de vínculos com carteira assinada chegou a 48.082.866 empregos no país.
No acumulado do ano, entre janeiro e julho, o saldo aponta para um crescimento econômico de 2,06%, totalizando 972.203 vagas formais. Nos últimos 12 meses, o panorama geral soma 880.717 novas oportunidades, evidenciando uma alta de 1,87% na economia nacional.
Quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades tiveram resultados positivos no sétimo mês do ano. O setor de Serviços liderou a geração, com 24.098 novos postos. O desempenho produtivo decorreu, principalmente, do segmento de Transporte, Armazenagem e Correio (15.222).
Na sequência, aparecem as áreas de Construção (12.691), Agropecuária (12.523) e Indústria (11.315). Apenas o Comércio apresentou retração, com saldo negativo de 2.056 vagas no período.
Na análise regional, 22 das 27 unidades da Federação registraram contratações líquidas. Os maiores índices absolutos ocorreram em São Paulo (17.814), Mato Grosso (5.766) e Minas Gerais (5.199). Em valores relativos, as maiores altas foram anotadas no Amazonas (0,63%), no estado mato-grossense (0,59%) e no Piauí (0,52%).
Dos postos gerados, 95,1% são considerados típicos e 4,9% não típicos, compostos majoritariamente por trabalhadores intermitentes (4.344) e pessoas físicas do Cadastro de Atividades Econômicas (CAEPF).
No recorte populacional, os homens foram responsáveis por 38.085 contratações, enquanto as mulheres ocuparam 20.483 vagas. O público de até 24 anos obteve o principal avanço (89.425), em contraste com o déficit de 30.857 oportunidades para profissionais acima de 25 anos.
Trabalhadores com ensino médio completo garantiram 50.675 posições, seguidos pelo nível incompleto (12.027). Na divisão por declaração racial, o levantamento aponta 64.881 admissões para pardos, 10.694 para pretos, 481 para amarelos e 63 para indígenas, com recuo apenas entre brancos (-7.216).
O salário médio real atingiu R$ 2.419,23, com valorização de 0,6% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o acréscimo foi de 2,04%. Para os profissionais típicos, a remuneração inicial ficou em R$ 2.456,27, enquanto o rendimento das categorias intermitentes fechou em R$ 2.142,12.
No panorama semestral, o cenário seguiu positivo. A frente de serviços adicionou 591.519 postos (+2,58%), impulsionada pelas operações de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.
A área construtiva agregou 180.449 vínculos, com destaque estratégico para Obras de Infraestrutura (71.711). O parque industrial e o campo registraram, respectivamente, 154.052 e 54.106 adições. O setor comercial acumulou redução de 7.896 postos em 2026.
Entre os estados, os maiores volumes de admissões no semestre concentram-se no polo paulista (267.107), na região mineira (113.981) e no Paraná (68.243). Proporcionalmente, os destaques ficam com o Amapá (4,79%), território mato-grossense (3,96%) e o estado piauiense (3,74%).






