Quatorze alunos do curso de Gastronomia do Senac participaram, na manhã desta quinta-feira (27), de uma experiência inédita no restaurante-escola Origens/SC, instalado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis.
Desde que o espaço iniciou as atividades, há um semestre, esta é a primeira turma a vivenciar a rotina de uma operação do setor de alimentação em pleno funcionamento. Supervisionados pelo professor Henrique Landwehrkamp e pela chef Carina Mildemberg, os estudantes deixaram o ambiente do laboratório educacional para experimentar a dinâmica de uma cozinha profissional, com seus tempos de preparo, padrões de qualidade e organização de atendimento.
Pioneiro em Santa Catarina e o segundo modelo do tipo instalado dentro de um parlamento no Brasil, o projeto é resultado de uma parceria institucional. O ambiente foi criado para aproximar o aprendizado acadêmico da realidade encontrada no mercado de trabalho.
A atividade marca um novo momento na formação profissional dos alunos. Além da teoria e das práticas, os acadêmicos passam a ter contato direto com uma operação real, aplicando os conhecimentos adquiridos durante a capacitação. Para o professor Landwehrkamp, a iniciativa representa um passo importante no desenvolvimento de carreira dos estudantes.
“A principal diferença é sair da sala de aula e vivenciar um cenário verdadeiro, seguindo os protocolos de um estabelecimento comercial. Eles precisam lidar com as regras, os horários e a pressão durante o serviço”, destaca o docente.
Os acadêmicos chegam ao estabelecimento com uma base técnica construída nas aulas, que abrange habilidades como corte de proteínas e vegetais, além do preparo de caldos e molhos. O cardápio do dia é elaborado pela chef titular, enquanto a turma executa os pratos e auxilia a equipe fixa. “A maior parte do aprendizado acontece no laboratório, mas no parlamento eles têm a oportunidade de colocar o conhecimento em prática. É uma vivência que complementa muito bem a graduação”, pontua Landwehrkamp.
Para Carina Mildemberg, acompanhar a evolução do grupo é uma das grandes satisfações da educação corporativa. “A instituição de ensino é referência no país. Saber que esses futuros cozinheiros vão sair mais preparados, não apenas com a teoria, mas com o domínio da rotina diária, é gratificante”, afirma.
Entre os participantes está o estudante Otávio Silveira, que possui maior afinidade com a confeitaria, mas encara a passagem pela linha de pratos quentes como uma chance de ampliar seu repertório na capacitação técnica. “Estou mais acostumado com preparações frias e doces. O desafio agora é o fogão e o calor intenso”, relata.
Além da busca pelo aperfeiçoamento constante, o acadêmico demonstra interesse pelo universo das competições culinárias e busca inspiração nos profissionais que transformam o ofício em um ambiente contínuo de criação e excelência.






