A um mês do primeiro turno das eleições, a Justiça Eleitoral de Santa Catarina segue acompanhando o andamento das campanhas e os preparativos para a votação de 4 de outubro. Mais de 5,7 milhões de eleitores estão aptos a votar no Estado.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), desembargador Carlos Roberto da Silva, considera que a segurança do processo eleitoral é resultado de uma estrutura organizada, experiente e testada em eleições anteriores.
A operação envolve mais de 80 mil mesários e auxiliares, coordenados por juízes e promotores eleitorais, com apoio de servidores, técnicos, terceirizados e estagiários responsáveis pelas 100 zonas eleitorais. Ao todo, são 3.452 locais de votação, onde estarão disponíveis 17.326 urnas eletrônicas.
Santa Catarina preparada para o primeiro turno
A votação do primeiro turno será realizada em 4 de outubro.
- Mais de 5,7 milhões de eleitores aptos a votar em Santa Catarina
- Mais de 80 mil mesários e auxiliares
- 100 zonas eleitorais
- 3.452 locais de votação
- 17.326 urnas eletrônicas
“Estamos na reta final da preparação; é a fase de capacitação dos mesários, que está acontecendo em todo o Estado. Há alguma preocupação com o tempo maior de permanência do eleitor no local de votação”, explica o presidente do TRE-SC.
Preparação do eleitor
Com os programas eleitorais no rádio e na TV, além da intensificação das campanhas nas redes sociais e nas ruas, os eleitores começam a se preparar para uma eleição que exige seis escolhas: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República.
A recomendação é que o eleitor baixe ou atualize a versão do e-Título, documento digital do título de eleitor disponível para aparelhos Android e iOS. O aplicativo, porém, ficará indisponível para download na véspera da eleição.
Também é importante iniciar a definição das escolhas a partir da pesquisa sobre o perfil dos candidatos. A medida contribui para o voto consciente e reforça a importância do exercício da cidadania na escolha de agentes públicos que ocuparão cargos relevantes nas esferas estadual e nacional.
Importância do “lembrete” para o voto
A Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor prepare previamente, em papel, um “lembrete” com os números dos seis candidatos escolhidos. O material pode ser levado à cabine de votação, enquanto o telefone celular não é permitido no local.
Como cada eleitor fará seis escolhas e precisará digitar os respectivos números na urna eletrônica, o lembrete pode ajudar a evitar erros e agilizar o processo, reduzindo o tempo de permanência na seção eleitoral.
Fiscalização constante
A Justiça Eleitoral acompanha a propaganda dos candidatos nas redes sociais, na televisão e no rádio, além da mobilização das candidaturas nas ruas e dos atos de campanha. Os eleitores também podem contribuir com a fiscalização por meio do aplicativo Pardal, utilizado para encaminhar denúncias de possíveis irregularidades.
Em uma eleição cada vez mais marcada pela internet, o órgão também monitora a propagação de desinformação e discurso de ódio por meio do Siade (Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral), desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O sistema permite registrar alertas sobre notícias falsas relacionadas às urnas eletrônicas, à apuração dos votos, aos horários e locais de votação, além de conteúdos manipulados com inteligência artificial que estejam em desacordo com a legislação eleitoral.
Impulsionamento na internet
“O TRE-SC entende que o impulsionamento negativo nas redes sociais não pode ser admitido”, explica o presidente Carlos Roberto da Silva.
Os julgamentos de denúncias são conduzidos com agilidade. Para o desembargador, o eleitor rejeita naturalmente iniciativas que busquem promover desinformação ou prejudicar a imagem de candidaturas.
“As pessoas preferem ouvir propostas, e isto deve pautar as campanhas que terão êxito”, afirma.
Respeito à democracia
O Tribunal escolheu o tema “Diálogo de paz” para sua campanha nas eleições.
Segundo o presidente, a proposta da Justiça Eleitoral é combater o ambiente hostil e as rupturas de relacionamentos, inclusive no ambiente familiar, registradas durante a eleição anterior.






