O Outubro Rosa reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, com foco na redução dos fatores de risco e na identificação da doença em estágios iniciais.
Em Santa Catarina, a campanha foi instituída pela Lei 16.028/2013 e chama a atenção para a prevenção dos cânceres de mama e do colo do útero. A iniciativa destaca a importância dos hábitos saudáveis, do acompanhamento médico e da realização dos exames recomendados.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima mais de 78 mil novos casos de câncer de mama no Brasil em 2026, dos quais 4.460 em Santa Catarina. Segundo o órgão, quando a doença é identificada em estágio inicial, as chances de cura podem chegar a 90%. Os dados reforçam a importância da informação, do diagnóstico precoce e do acesso aos serviços de saúde.
Um levantamento realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) traçou o perfil das mulheres diagnosticadas com a doença no estado. De acordo com a pesquisa, elas têm idade média de 54 anos, são predominantemente brancas e, em cerca de 30% dos casos, apresentam histórico familiar de câncer de mama.
A mortalidade também preocupa. Em 2025, a doença causou 21.668 mortes de mulheres no país. Na comparação com 2015, o número representa um aumento de 39%. Nos últimos dez anos, a taxa de mortalidade passou de 14,8 para 19,5 óbitos por 100 mil mulheres, mantendo-se praticamente estável desde 2022, conforme dados do instituto.
A mastologista e ginecologista Rebeca Neves Heinsen destaca que hábitos saudáveis podem contribuir para reduzir o risco da doença. Entre as recomendações estão praticar atividade física regularmente, manter o peso adequado, especialmente após a menopausa, evitar bebidas alcoólicas e não fumar.
Mamografia e acompanhamento médico
O risco de câncer de mama aumenta com a idade. Por isso, a avaliação médica e a realização dos exames recomendados são importantes mesmo quando não há sintomas.
A mamografia é o principal exame de rastreamento da doença e permite identificar alterações suspeitas em fases iniciais. A idade para começar o rastreamento e a periodicidade dos exames devem considerar as recomendações vigentes e o perfil de risco de cada mulher.
Segundo a especialista, a ausência de casos de câncer de mama na família não elimina o risco. O acompanhamento médico deve ser mantido independentemente do histórico familiar.
Sinais de alerta do câncer de mama
Conhecer o próprio corpo é importante
Algumas alterações nas mamas precisam de avaliação médica. Entre os principais sinais de alerta estão:
- Nódulos nas mamas;
- Inversão recente do mamilo;
- Alterações na pele das mamas;
- Caroços nas axilas.
A médica ressalta que o autoexame mensal não é recomendado como método de rastreamento nem substitui a mamografia. Conhecer o próprio corpo e observar possíveis mudanças, porém, continua sendo importante para identificar alterações que precisam ser avaliadas por um profissional de saúde.
“Ela precisa se conhecer. Se olhar no espelho sem sutiã e palpar as mamas de vez em quando é importante, porque só vai perceber alguma alteração se conhecer o que é normal”, orienta Rebeca Neves Heinsen, mastologista e ginecologista.
Medo não deve adiar os cuidados
Para a especialista, o receio de descobrir uma doença não deve impedir as mulheres de realizar os exames recomendados.
Embora possa causar desconforto, a mamografia é uma ferramenta importante para a detecção precoce do câncer de mama. A médica recomenda reservar um tempo na rotina para cuidar da saúde e buscar informações em fontes confiáveis.
O Outubro Rosa reforça que esses cuidados devem ser mantidos durante todo o ano. Adotar hábitos saudáveis, realizar os exames recomendados e procurar atendimento diante de alterações suspeitas são medidas essenciais para a prevenção e a promoção da saúde da mulher.






