O Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) começou a adotar novos critérios para a doação de sangue em todo o estado. As mudanças já estão em vigor e seguem uma nova portaria do Ministério da Saúde, que atualizou os padrões de segurança e triagem para todo o país.
A implementação dos novos protocolos nos hemocentros brasileiros ocorrerá de forma gradual até o dia 30 de setembro.
Entre as principais mudanças está a redução do período de espera para pessoas que fizeram tatuagem ou colocaram piercing. Também houve redução no período de espera para quem passou por exames como endoscopia e colonoscopia. Pessoas que tiveram câncer poderão doar sangue após cinco anos do fim do tratamento, desde que haja confirmação de cura ou remissão.
Segundo a instituição, as alterações atualizam os protocolos de triagem clínica com base nas evidências científicas mais recentes. A revisão dos períodos de inaptidão busca ampliar o acesso à doação sem comprometer a segurança de doadores e pacientes.
Principais mudanças
Tatuagens, micropigmentação e piercings
Quem fez tatuagem ou micropigmentação em um local com alvará sanitário regularizado agora precisa esperar sete dias para doar sangue. Caso o procedimento tenha sido realizado em um local sem alvará sanitário, o prazo é de quatro meses. Antes, o período de espera variava de seis a 12 meses.
Para piercings, o intervalo também é de sete dias quando o procedimento foi realizado em local com alvará sanitário. Caso contrário, são necessários quatro meses. No caso de piercing oral ou genital, a doação pode ser feita quatro meses após a retirada.
Endoscopia e colonoscopia
O período de espera para quem passou por esses exames foi reduzido de seis para quatro meses.
Tuberculose
Para pessoas que tiveram a doença, o prazo de inaptidão caiu de cinco para dois anos. A mudança vale tanto para casos de tuberculose pulmonar quanto extrapulmonar.
Cirurgia bariátrica
Quem passou pelo procedimento também teve o período de espera reduzido. Antes, eram necessários 12 meses; agora, são seis meses, desde que o peso esteja estável.
Câncer
Uma das mudanças envolve pessoas que tiveram a doença. Com os novos critérios, a doação passa a ser permitida cinco anos após o fim do tratamento, desde que haja confirmação de cura ou remissão. A regra vale para todos os tipos, com exceção dos cânceres de células hematopoéticas, como linfomas e mielomas, que continuam sendo considerados casos de inaptidão definitiva.
Parceiros sexuais casuais
O período de espera relacionado ao tema também foi reduzido. Antes, eram necessários 12 meses; agora, a doação pode ser feita quatro meses após o último contato sexual.
Rinite
Para quem tem a condição, o critério anterior exigia sete dias sem sintomas. Com a nova regra, a pessoa pode doar sangue logo após o desaparecimento dos sintomas.
Hipertireoidismo
A condição, que antes era considerada motivo de inaptidão definitiva, passa a permitir a doação. A avaliação, no entanto, precisa considerar que a pessoa não tenha diagnóstico de doença de Graves.
Tireoidite de Hashimoto
Também deixa de ser considerada motivo de inaptidão definitiva. Com os novos critérios, pessoas com essa condição passam a estar aptas a doar sangue.






