Desenrola Fies renegocia mais de R$ 1,3 bilhão em dívidas e fecha 22 mil acordos no primeiro dia no Brasil

Desenrola Fies renegocia mais de R$ 1,3 bilhão em dívidas e fecha 22 mil acordos no primeiro dia no Brasil

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O Desenrola Fies, programa do Governo do Brasil voltado à renegociação de contratos em atraso do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), ultrapassou a marca de R$ 1,34 bilhão em saldo negociado em apenas um dia de funcionamento. O período de adesão começou na quarta-feira, 13 de maio, e já registrou 22 mil negociações formalizadas e 87 mil simulações realizadas em todo o país.

Após a aplicação dos descontos previstos pelo programa, o volume efetivamente renegociado chegou a aproximadamente R$ 270 milhões. Os estudantes com contratos em atraso poderão aderir à renegociação até 31 de dezembro de 2026, utilizando os canais digitais do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal.

A iniciativa pretende beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com contratos firmados até 2017, oferecendo descontos que podem chegar a 99% sobre o saldo devedor. O principal objetivo da ação é reduzir a inadimplência, promover a regularização financeira e permitir que os beneficiários retomem o acesso ao crédito e ao planejamento financeiro.

Segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini, podem participar estudantes com contratos assinados até 2017 e que estavam em fase de amortização em 4 de maio deste ano. A adesão pode ser feita diretamente pelo site ou aplicativo da instituição bancária responsável pelo contrato, selecionando a opção de renegociação disponível.

O programa integra as ações do Novo Desenrola Brasil, instituído pela Medida Provisória nº 1.355/2026, publicada no Diário Oficial da União em 4 de maio. A iniciativa busca reorganizar a vida financeira de milhões de brasileiros, incluindo estudantes com contratos inadimplentes junto ao financiamento estudantil.

Condições de renegociação

As regras desta edição são regulamentadas pela Resolução nº 66/2026 e variam conforme o perfil do estudante e o tempo de atraso no pagamento.

Quem possui débitos vencidos há mais de 90 dias poderá optar pelo pagamento à vista, com eliminação total de encargos e redução de até 12% no valor principal, ou parcelar a dívida em até 150 parcelas mensais, com exclusão integral de juros e multas.

Para estudantes com inadimplência superior a 360 dias, inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e com dados atualizados nos últimos 24 meses, será possível quitar a dívida com desconto de até 92% sobre o valor consolidado. Para os demais, o abatimento poderá chegar a 77%.

Já estudantes adimplentes ou com atraso de até 90 dias poderão realizar a quitação integral do financiamento com desconto de 12% sobre o saldo devedor.

Como aderir ao programa

O processo de adesão é totalmente digital e pode ser realizado seguindo os seguintes passos:

  • acessar o aplicativo ou portal do banco entre 13 de maio e 31 de dezembro de 2026;
  • selecionar a opção de renegociação do financiamento estudantil;
  • verificar a modalidade disponível para o perfil do contrato;
  • validar e aceitar eletronicamente os termos do aditivo;
  • realizar o pagamento da entrada para confirmação da adesão;
  • acompanhar a regularização e a atualização do cronograma de pagamento.

De acordo com o balanço oficial, o país possui mais de 1 milhão de contratos em atraso que poderão ser renegociados, com potencial de movimentar cerca de R$ 83,1 bilhões em saldo devedor.

Além da renegociação, a medida provisória prevê que os beneficiários do programa se comprometam a não utilizar plataformas de apostas durante 12 meses, com bloqueio do CPF nesses serviços durante o período, como parte da estratégia de educação financeira e reorganização econômica.

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