A Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) recebeu, na manhã desta terça-feira (7), o professor de História Ândrio Cardoso Pereira para uma apresentação sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O convite foi realizado em alusão ao Dia do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho.
Natural do Rio Grande do Sul e morador de Santa Rosa do Sul há 31 anos, o professor compartilhou sua trajetória de vida e falou sobre o diagnóstico tardio de autismo, recebido aos 38 anos.
Durante o encontro, também apresentou três livros de sua autoria. Uma das obras reúne versos inclusivos que abordam o transtorno, os desafios enfrentados pelas pessoas autistas e a importância da conscientização e da inclusão.
Relato reforça debate sobre inclusão
Durante a reunião, os integrantes da comissão destacaram a importância de iniciativas que ampliem o conhecimento sobre o transtorno e fortaleçam a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade.
Ao compartilhar sua experiência, o professor ressaltou a necessidade de dar visibilidade à comunidade autista e ampliar as políticas públicas voltadas à garantia de direitos.
Segundo ele, participar da reunião representa uma oportunidade de dar voz às pessoas autistas e às suas famílias, além de reforçar a necessidade de legislação que assegure a efetivação de direitos.
O professor também destacou que os avanços nos diagnósticos têm ampliado a compreensão sobre o transtorno, mas ressaltou que o apoio do poder público continua sendo essencial para garantir acolhimento, acesso a serviços e melhores condições de vida para essa população.
Dia do Orgulho Autista
O Dia do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, tem como objetivo valorizar a neurodiversidade, deslocando o foco do diagnóstico para o reconhecimento da identidade, das capacidades e das potencialidades das pessoas autistas.
No Brasil, a data também busca combater o preconceito, incentivar a inclusão social e fortalecer a defesa dos direitos das pessoas com autismo.






