Ministra defende fim da escala 6×1 e afirma que mudança beneficia trabalhadores em situação mais precária

Ministra defende fim da escala 6×1 e afirma que mudança beneficia trabalhadores em situação mais precária

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A Ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, defendeu nesta quinta-feira (7/5) a redução da escala de trabalho 6×1 como uma medida de garantia de direitos e de promoção da igualdade social no Brasil. Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministra”, a representante do governo destacou que a mudança impacta diretamente trabalhadores em condições mais vulneráveis, especialmente a população negra.

Segundo a ministra, o atual modelo de jornada afeta de forma mais intensa jovens negros inseridos em ocupações com maior grau de precarização, como serviços por aplicativos, comércio e funções que exigem atuação durante fins de semana e feriados.

“Reduzir a escala de trabalho é garantir direito para a família brasileira e, principalmente, para aqueles que estão em situações mais precárias de trabalho, porque serão os mais beneficiados”, afirmou.

A proposta prevê a substituição da jornada de seis dias de trabalho para um dia de descanso pelo modelo 5×2, sem redução salarial, ampliando o tempo destinado ao convívio familiar, lazer e cuidados com a saúde mental.

De acordo com a titular da pasta, o debate integra uma prioridade do Governo do Brasil, com acompanhamento direto do ministério durante a tramitação da proposta. A gestora ressaltou que, devido ao racismo estrutural, a população negra ocupa, majoritariamente, postos de trabalho mais vulneráveis e, por isso, tende a ser uma das principais beneficiadas pela mudança.

Casas da Igualdade Racial avançam pelo país

Durante a entrevista, Rachel Barros também apresentou os avanços do programa Casa da Igualdade Racial, iniciativa voltada ao acolhimento de vítimas de racismo e à promoção de direitos da população negra e de comunidades tradicionais.

Os espaços oferecem atendimento psicológico, jurídico e social, além de ações de inclusão produtiva, valorização cultural e atividades educativas.

A primeira unidade foi inaugurada no Rio de Janeiro em março de 2026. Desde então, novas estruturas foram abertas em Fortaleza e Pelotas, com previsão de expansão para Salvador, Itabira e Contagem ainda nesta etapa do programa.

A iniciativa busca consolidar uma rede nacional de atendimento e fortalecimento das políticas públicas de equidade racial, cidadania e desenvolvimento social.

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