Operação Mute apreende 7,9 mil celulares em presídios de 15 estados na 11ª fase do programa Brasil contra o Crime Organizado

Operação Mute apreende 7,9 mil celulares em presídios de 15 estados na 11ª fase do programa Brasil contra o Crime Organizado

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O Governo do Brasil iniciou nesta segunda-feira (18/05) a 11ª fase da Operação Mute, em 15 estados, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em conjunto com as polícias penais estaduais e do Distrito Federal.

A ação integra o programa Brasil contra o Crime Organizado e tem como objetivo retirar aparelhos celulares e outros itens ilícitos do interior das unidades prisionais, por meio de revistas estratégicas realizadas com apoio de tecnologias de inteligência e protocolos operacionais especializados.

A operação ocorre em unidades prisionais com atuação identificada de organizações criminosas, a partir de critérios de inteligência definidos pelas forças de segurança pública. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o combate à comunicação ilícita nos presídios é fundamental no processo de enfraquecimento do crime organizado.

A Operação Mute faz parte de uma estratégia nacional de fortalecimento do sistema prisional brasileiro e integra um pacote mais amplo de ações do governo federal, que prevê investimentos superiores a R$ 11 bilhões em segurança pública.

As ações contam com o uso de tecnologias e equipamentos especializados, com investimento de R$ 59 milhões, incluindo bloqueadores de sinal, scanners corporais, aparelhos de raio-X, drones, sistemas eletrônicos de fiscalização e georradar, utilizados para identificação de estruturas ocultas e possíveis rotas de fuga.

Impacto nas comunicações ilícitas

A interrupção das comunicações ilegais dentro das unidades prisionais impacta diretamente a atuação de organizações criminosas fora dos presídios, contribuindo para a redução de crimes nas ruas e ampliando o controle estatal no sistema penitenciário.

Resultados da operação

Desde o início da iniciativa, em 2023, as 10 fases anteriores resultaram na apreensão de 7.966 aparelhos celulares em unidades prisionais de todo o país. Ao todo, mais de 38 mil policiais penais participaram das operações, com mais de 37 mil celas revistadas.

Além dos celulares, também foram apreendidos outros materiais ilícitos, reforçando o controle interno e reduzindo a influência de organizações criminosas dentro do sistema prisional.

Além das ações nacionais, o Ministério da Justiça também conduz edições estaduais da operação em parceria com governos locais.

No Tocantins, ações recentes reuniram mais de 70 policiais penais em operações integradas. Já na Bahia, a primeira fase estadual da operação alcançou nove unidades prisionais em Salvador, com participação de 111 policiais penais.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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