Dia Nacional de Combate ao Fumo alerta para aumento do tabagismo e riscos da DPOC no Brasil

Dia Nacional de Combate ao Fumo alerta para aumento do tabagismo e riscos da DPOC no Brasil

Compartilhe:

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
DPOC Brasil,tabagismo,tratamento DPOC,prevenção do fumo,Dia Nacional de Combate ao Fumo

O Rio de Janeiro, em agosto de 2025 – Criado para conscientizar a população sobre os riscos do tabaco e seus derivados, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, ganha este ano um alerta adicional: pela primeira vez desde 2007, o Brasil registrou crescimento significativo no número de fumantes. Dados do Ministério da Saúde indicam aumento de 25% entre 2023 e 2024, revertendo a tendência de queda registrada nas últimas décadas.

O cenário preocupa especialistas, já que o tabagismo é o principal fator de risco para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), condição que afeta cerca de 300 milhões de pessoas globalmente, sendo a terceira principal causa de morte no mundo e a quinta no Brasil.

A DPOC se caracteriza por sintomas respiratórios crônicos, como falta de ar, tosse e produção de muco, decorrentes de alterações nas vias respiratórias que provocam obstrução persistente e geralmente progressiva do fluxo de ar. Embora não tenha cura, a doença pode ser tratada e controlada. O manejo da DPOC busca reduzir sintomas e o risco de exacerbações. A combinação de farmacoterapia adequada, reabilitação pulmonar e capacitação médica continuada melhora a qualidade de vida do paciente, retarda a progressão da doença e pode reduzir a mortalidade.

Estima-se que 70% dos brasileiros com DPOC não tenham recebido diagnóstico, o que retarda o início do tratamento e aumenta o risco de complicações. “A intervenção precoce é essencial para prevenir crises graves que podem levar à hospitalização e à progressão acelerada da doença”, afirma o Dr. Bernardo Maranhão (CRM RJ 52 54416-4), pneumologista e gerente de Grupo Médico da GSK.

Exacerbações da DPOC

Os episódios de crises da DPOC, conhecidos como exacerbações, têm alto impacto na morbidade e na qualidade de vida dos pacientes. A recuperação pode levar semanas, e quanto mais frequentes e graves, maior o impacto no estado de saúde e no risco de complicações severas.

Impacto social e econômico

Em 2022, a DPOC causou mais de 43 mil óbitos no SUS. O tabagismo, principal fator associado, representa um custo anual de R$ 153 bilhões ao sistema de saúde brasileiro, enquanto a arrecadação de impostos com a venda de cigarros corresponde a apenas 5% desse valor, segundo o Ministério da Saúde.

Avanços no tratamento e adesão

O especialista ressalta que a cessação do tabagismo, associada aos avanços no acesso a terapias eficazes, à personalização do manejo clínico e à maior adesão terapêutica, é fundamental para estabilizar a doença, reduzir exacerbações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “A simplicidade de uso dos tratamentos já incorporados pelo SUS e outros que ainda estão por vir, bem como a abordagem centrada no paciente, têm potencial para reduzir hospitalizações e melhorar significativamente a qualidade de vida”, completa Maranhão.

Sobre a DPOC

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é uma enfermidade respiratória crônica, progressiva e sem cura, mas que pode ser controlada com diagnóstico precoce, cessação do tabagismo, tratamento farmacológico adequado e manejo das exacerbações.

Sobre a GSK

A GSK é uma biofarmacêutica multinacional presente em mais de 75 países, com propósito de unir ciência, tecnologia e talento para vencer doenças e impactar a saúde global. A empresa pesquisa, desenvolve e fabrica vacinas e medicamentos nas áreas de Doenças Infecciosas, HIV, Oncologia e Respiratória/Imunologia. No Brasil, a GSK é líder nas áreas de HIV e Respiratória e uma das empresas líderes em Vacinas. Para mais informações, acesse www.gsk.com.br.

Relacionados
plugins premium WordPress