Alesc aprova projetos sobre violência contra a mulher, direitos de PCDs e atividades pedagógicas de gênero em Santa Catarina

Alesc aprova projetos sobre violência contra a mulher, direitos de PCDs e atividades pedagógicas de gênero em Santa Catarina

Compartilhe:

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
Alesc projetos aprovados,violência contra a mulher Santa Catarina,programas contra violência doméstica SC,Lei Maria da Penha Santa Catarina políticas públicas,direitos PCD serviços digitais SC,projeto acesso digital pessoas com deficiência,atividades pedagógicas de gênero escolas SC,lei educação gênero Santa Catarina,segurança pública Santa Catarina Alesc,moção caso cão Orelha Florianópolis,investigação morte cão Orelha,Assembleia Legislativa Santa Catarina votação,políticas públicas violência doméstica Brasil,direitos das pessoas com deficiência Santa Catarina,legislação estadual Santa Catarina

O Plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou, na tarde desta terça-feira (10), uma série de projetos relacionados à segurança pública, educação e direitos das pessoas com deficiência (PCDs). As propostas tratam do enfrentamento à violência doméstica, da participação em atividades pedagógicas sobre gênero nas escolas e do acesso digital a serviços públicos por pessoas com deficiência.

Entre os destaques da sessão está a aprovação do Projeto de Lei (PL) 14/2022, que estabelece princípios e diretrizes para a criação de programas reflexivos e de responsabilização destinados a autores de violência doméstica e familiar contra a mulher.

De autoria da Bancada Feminina da Alesc, o texto foi aprovado com um voto contrário e segue agora para análise do Governo de Santa Catarina.

A proposta prevê a criação de programas educativos voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência prevista na Lei Maria da Penha e na Lei Estadual 18.322/2022, que consolida a legislação catarinense sobre políticas públicas de combate à violência contra a mulher.

Os programas serão executados pelo Poder Executivo, em parceria com instituições como Ministério Público, Defensoria Pública e Polícia Civil, além de outros órgãos envolvidos no sistema de segurança pública.

A iniciativa prevê a formação de grupos reflexivos para autores de violência doméstica, que poderão ser encaminhados por determinação judicial em situações como medidas protetivas, condenações criminais ou como condição para concessão de liberdade.

O objetivo é promover espaços educativos e formativos nos quais os participantes reconheçam as práticas de violência cometidas, assumam responsabilidade pelos atos e passem por processos de conscientização para evitar a reincidência.

Participação em atividades pedagógicas de gênero

Outra proposta aprovada foi o PL 200/2023, de autoria da deputada Ana Campagnolo, que garante a pais e responsáveis o direito de impedir a participação de filhos e tutelados em atividades pedagógicas de gênero nas escolas públicas e privadas de Santa Catarina.

O projeto aborda conteúdos relacionados a identidade de gênero, orientação sexual, diversidade sexual e igualdade de gênero.

Caso seja sancionada, a legislação prevê penalidades para instituições de ensino que descumprirem a norma, incluindo advertência, multa, suspensão das atividades e até cassação da autorização de funcionamento.

O texto segue agora para análise do Governo de Santa Catarina.

Acesso digital para pessoas com deficiência

Também por unanimidade, o Plenário da Alesc aprovou o PL 395/2024, de autoria do deputado Camilo Martins, que assegura às pessoas com deficiência (PCDs) o direito de acessar e solicitar serviços públicos por meio digital, sem a obrigatoriedade de comparecimento presencial.

A medida também se aplica à tramitação de processos jurídicos e administrativos em que a pessoa com deficiência seja parte interessada, inclusive perante cartórios, serviços notariais e registros públicos.

O projeto segue agora para sanção do Governo de Santa Catarina.

Caso do cão Orelha

Durante a sessão, os deputados também aprovaram a Moção 72/2026, que solicita ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, a federalização das investigações e do julgamento relacionados à morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em Florianópolis.

A proposta foi apresentada pelo deputado Marquito e recebeu 13 votos favoráveis e 10 contrários.

Segundo o autor da moção, há cobrança popular para que o Governo Federal acompanhe o caso, diante da repercussão do episódio no estado.

Parlamentares que se manifestaram contrários à moção destacaram os indicadores positivos de segurança pública em Santa Catarina e defenderam que o próprio estado conduza a investigação.

Relacionados