A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) realizará, no dia 22 de maio de 2026, às 9h, uma audiência pública para debater ações de prevenção, inovação, adaptação e gestão de riscos frente a eventos climáticos extremos, com foco nas projeções relacionadas ao fenômeno El Niño. O encontro acontecerá no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da instituição no YouTube.
A audiência foi proposta pelo deputado estadual Matheus Cadorin, do NOVO, e deve reunir órgãos técnicos, especialistas e representantes de municípios para analisar cenários climáticos, estruturas de resposta e planejamento preventivo diante do risco de eventos extremos.
O debate ocorre em momento de atenção para Santa Catarina. Projeções meteorológicas apontam alta probabilidade de formação do fenômeno climático entre junho e agosto — cenário já alertado pela Defesa Civil estadual.
Entre os principais pontos da audiência estão a situação das áreas de risco, a preparação das cidades mais vulneráveis, os investimentos previstos em prevenção e a integração entre estado e municípios em situações de emergência.
Para o parlamentar, o momento exige antecipação e coordenação entre diferentes setores. “Quando o alerta chega, o estado precisa saber exatamente como agir. A audiência é uma oportunidade para reunir informações, cobrar planejamento e entender se Santa Catarina está preparada para enfrentar um cenário mais severo”, afirmou Cadorin.
O deputado destacou ainda que a discussão busca dar mais transparência às ações previstas para prevenção e resposta a desastres naturais. “A população precisa saber quais estruturas existem hoje, o que já avançou e onde ainda existem fragilidades. Esse tipo de debate ajuda a transformar alerta em ação”, disse.
Nos últimos anos, diversas regiões do estado — como o Vale do Itajaí e o Alto Vale do Itajaí — acumularam prejuízos milionários causados por enchentes, com impactos diretos sobre famílias, empresas e municípios inteiros. Diante do novo alerta climático para 2026, a expectativa é que o estado avance não apenas no monitoramento, mas principalmente na capacidade de resposta e agilidade nas ações para reduzir danos e evitar a repetição de tragédias.






